quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Doces e Travessuras
sábado, 17 de novembro de 2012
Caos-sificado
(Mariana P.)
domingo, 28 de outubro de 2012
mulheres
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
coisa qualquer
sábado, 23 de junho de 2012
era pra ser a dois.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
distração
quarta-feira, 16 de maio de 2012
late night... woman?
Well i know the late night woman
And i know she doesn't give a damn about anything
The kind of girl who doesn't return her calls
The kind that doesn't know where she's been
Oh but the late night is only late when she wants to be
Cause you know she doesn't mess with fools
Man, i can tell that you are wrong
If you think she cares for rules
Babe, the late night woman, in the late night city
That kind you're not surprised to be seen with a gun
After all you're alone in this cracked trashy pub
And late night girls knows you deserve some fun
(T.M.)
Meu melhor papel principal. Só não sei se "woman" é justo praqueles tempos.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
meu coração e eu
terça-feira, 1 de maio de 2012
Será o calor?
terça-feira, 24 de abril de 2012
Eu não falo español no paraíso
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Na veia
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Qualquer coisa de banal
O coração estava pequeno e ainda em diminuição. Ele me encarava com os olhos inexpressivos, parado bem na minha frente. Encolhida em cima do colchão, com as costas na parede fria, eu abraçava as pernas e o encarava de volta, com a cabeça encostada nos joelhos: estava sentado numa cadeira, as pernas esticadas com os tornozelos cruzados em cima do colchão, e as mãos se cruzavam atrás da cabeça. Parecia tomar sol ou dar uma ordem a algum funcionário, ou qualquer outra coisa tão banal quanto. O relógio dizia que apenas cinco minutos haviam se passado, mas a mim pareciam já horas desde que ele anunciara o fim como quem pede uma bala pra moça do balcão. Sem aviso prévio, sem dar dicas, sem deixar o relacionamento decair minimamente. Sem opções de soluções, sem prazo pra contestação, sem nenhum tipo de consideração da qual eu fosse digna. Simplesmente “não estou feliz”, ele começou, “quero terminar”, eu completei mentalmente; “quero terminar”, ele terminou. Então foi assim. Nesse momento acho que o colchão, o estrado da cama e o chão se abriram exatamente embaixo de mim. O que restava do coração eram umas cinzas amontoadas sob o peito esquerdo. Minhas têmporas latejavam, fazendo minha cabeça ficar quente. Eu não conseguia pensar em nada, só conseguia sentir uma dor fodida e incessante exatamente onde, antes, ficava o coração. Ela saía pelos olhos e entrava de volta pela boca, salgada e escorregadia, a dor. Durante as cinco horas que se seguiram, eu só consegui pensar em três coisas nada úteis, enquanto enxugava os olhos com uma toalha preta e ele continuava lá, sentado, parado, vez ou outra segurando a cabeça com as mãos e me olhando, sem dizer nada e aparentemente sem pensar nada – seus olhos estavam vazios, ou talvez fosse assim que eu passara a vê-los. Depois de muito diálogo bem formulado, ele me propôs desistir do fim; apesar de que a mim soava mais como adiá-lo. Concordei. Não consegui dormir durante todo o resto da madrugada. Só fazia me revirar na cama entre um cochilo e outro, dos quais acordava pensando se tinha sonhado com tudo aquilo.
O dia seguinte amanheceu sem sol, e a primeira coisa que eu li foi “e, de qualquer forma, às cegas, tenho feito o que acredito, do jeito talvez torto que sei fazer”, numa página que abri a esmo n’um livro do bom e velho psicólogo dos corações partidos, Caio F. Era isso, o jeito torto não é o suficiente e não pode ser interpretado como certo.