quinta-feira, 31 de maio de 2012

distração


Penso que essa distração é coincidente, algo a ver com o acaso. Ando com uma confusão mental bastante bonita, que tem me causado uma desarmonia entre meus olhos, agora reparadores dos tons de azul no céu, e meus pés, que enquanto isso tropeçam despercebidamente. Mas a desarmonia maior está num certo músculo que pulsa involuntariamente: ele sabe demais. Sabe que essa desarmonia entre a cabeça e os pés não tem nada a ver com o acaso. Não diretamente. Tem a ver com alguém que conheci por acaso e que se apossou inesperada e repentinamente, não só de cabeça e coração, mas de cada centimetro, cada poro do meu corpo e cada espaço da minha mente.

 [abril 2011]...

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