(Jan./11)
terça-feira, 1 de maio de 2012
Será o calor?
Eu me deitava na
areia sob o Sol, e o calor não me deixava pensar. Confesso que eu mesma
não queria muito, por isso não era um sacrifício deixar a mente vazia.
Então, de repente, interrompendo minha gloriosa lacunez de pensamentos,
ela aparecia. Aquela que eu não vira nos últimos dias antes de ir parar
ali, naqueles milhares de quilômetros distantes. Ela, que, confesso, não
esperava (queria, na verdade), ver por ali. A mesma pessoa que me havia
mostrado todo um universo diferente em tão pouco tempo. Ela vinha
sorrateira em memórias de um tempo atrás, em outro lugar, onde tudo
aconteceu além do inesperado; rapidamente passava de memórias a
pensamentos que refletiam vontades, e rapidamente lá estava ele
novamente, o calor me consumindo, fazendo com que aquelas imagens
evanescessem de repente. Às vezes alguém me perguntava, aparentemente
muito distante, do que é que eu estava rindo, e eu respondia qualquer
coisa sem muito sentido, me dando conta de que havia mesmo um sorriso
ladrão estampando meu rosto. Os dias se passavam assim, quase que
ligeiros, com a ajuda do calor para que os pensamentos dinfundidos em
lembranças não me consumissem demais. Mas as noites... Elas nunca teriam
acabado sem algumas garrafas de vodka que me anestesiassem o cérebro, a
mente, tudo...
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