Penso que essa distração
é coincidente, algo a ver com o acaso. Ando com uma confusão mental bastante
bonita, que tem me causado uma desarmonia entre meus olhos, agora reparadores
dos tons de azul no céu, e meus pés, que enquanto isso tropeçam
despercebidamente. Mas a desarmonia maior está num certo músculo que pulsa
involuntariamente: ele sabe demais. Sabe que essa desarmonia entre a cabeça e
os pés não tem nada a ver com o acaso. Não diretamente. Tem a ver com alguém
que conheci por acaso e que se apossou inesperada e repentinamente, não só de
cabeça e coração, mas de cada centimetro, cada poro do meu corpo e cada espaço
da minha mente.
[abril 2011]...