sábado, 23 de junho de 2012

era pra ser a dois.

Guardei um baseado pra gente fumar juntinho no fim do dia, quando esperava te encontrar e contar das correrias. O que eu não esperava era todo esse valor que supostamente (supostamente porque me recuso a acreditar que seja verdade) seria dado às besteiras que falei no outro dia, alucinando na mistura medíocre de remédio pra gripe com álcool. E também não esperava que isso fosse o suficiente pra desembocar nesse buraco, cujo fundo não posso ver e nem ouvir. Da última vez que senti isso, ficou a impressão de que tinha havido algum tipo de promessa de que não iria acontecer de novo - não assim, esse sofrimento derradeiro e desesperador, que eu julgava nem ser possível de ser sentido pelo motivo Amor, sabe como é né, dores do coração. Mas era possível sim, tão possível que está aqui de novo me fazendo companhia madrugadas afora, com música de raiva e música de fossa... Cá estamos nós indo por caminhos diferentes nas bifurcações que nos aparecem por aí. Então você não quis me ver, e o baseado ficou lá, largado no console do carro, e agora faz dias que o queimo, pouquinho a pouquinho, até acabar de vez, aproveitando a onda pra levar mais numa boa os dias sem você.